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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Sede Salgada

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Os mares que que correm no bacalhau salgado,
Fazem correr rios que em minha boca desaguam,
Do sabor do suor que por mares de uvas foi pisado,
Emerge o sabor forte em rios de vinho naufragado,
De tão salgados, já meus sequiosos rios não suam,
Secam os nossos olhares que com os rios amuam,
    Não há bacalhau que seque neste mar acabado!...

Sacia-se o tempo,
Do tempo que não faz,
É o mar salgado mais sedento,
Quando a sede é um salgado tormento,
Que mais sede, cheia de sede, consigo trás,
Sem água nem vinho, só o lamento,
Desta insaciável sede voraz,
Sede sem fundamento,
    Só de sede capaz!...

Imaginam-se lençóis de água debaixo do lençol,
As sereias aguardam em salgados oceanos,
Esperam ser pescadas por doces enganos
Um sujo copo vazio morde o anzol,
Alucina o vinho debaixo do sol,
    Bebem do seu sal, os humanos!...


E continua o copo vazio,
Onde não há meio de chover,
O sal no bacalhau não para de crescer,
Enchem-se de sal os caudais secos do rio,
Cresce na boca água em pó com sabor a fastio,
Por afogamento, talvez a sede possa morrer,
  De sede não vá morrer a sede, por um fio,
     Fio d'água onde volte o vinho a correr!...


  
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Ele, Sabe-se Lá...

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Sabe-se lá se eu soubesse,
Qual o sabor que meu saber teria,
Talvez eu fosse o que eu quisesse,
Se por saber-me doce eu me fizesse,
Por não saber eu amargo saberia,
Se sem o saber muito eu seria,
      Havendo o que houvesse!...

Saber ao doce do muito saber,
Sem saber se o saber amargasse,
Não sabendo do quanto saber a ter,
Só sei que nada sei desse perceber,
Nem que o tanto saber bastasse,
A quem vê o que não sabe ver,
     E todo o saber amasse!...

Da vela ou à luz do dia,
Sabe a Alma de quem sabe,
Que de pouco valeu a sabedoria,
A quem alguma dor não via,
     E em si o Amor não cabe!...
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domingo, 7 de abril de 2013

Saber a mar!...


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Aprendera a falar ao mar bravio,
Com as águas sossegadas do rio,
Confessa ao sal não saber a mar,
E ao sol o sabor de seu desvario,
Do sentir a felicidade a desaguar,
Nos olhos onde sabia encontrar,
     Um mar de amor sempre tardio!...

Há o saber a mar,
Dos rios enamorados,
Ansiosos por serem saboreados,
Pelas línguas salgadas do sabor amar,
Amor de doces lágrimas dadas a saborear,
Namoram por diferentes sabores separados,
   Até ao beijo tardio onde se vão encontrar!...

Ao entardecer, nos tardios lábios da foz,
Unem todos os desejos em segredo,
Num único sabor de estarem sós,
Prometem-se a uma só voz,
     E beijam-se sem medo!...
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sabor...


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Quem roubou teu sabor,
Dando o palato a provar,
Promessas do teu Amar,
A mistura de amarga dor,
Com embriaguez de Amor,
Que não soube saborear?!...

Quantas sementes de amargura,
São teus beijos de vento a esvoaçar,
Em ciclones amargurados de doçura!...

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